Sequestro digital: sua empresa sabe se isso é possível?

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Sequestro digital: sua empresa sabe se isso é possível?
Sequestro digital: sua empresa sabe se isso é possível?

A pandemia nos mostrou o quanto a tecnologia é um elemento central para nossa realidade, de uma hora para a outra o computador virou ferramenta de trabalho, sala de aula e até mesmo espaço para realização de terapia, treinos e, claro, manter o contato com nossos amigos e familiares.  Já pensou o que seria da sociedade nesse momento sem a tecnologia a seu favor? Já pensou o prejuízo que geraria para sua empresa ficar apenas um dia com todas as máquinas estagnadas? 

Entretanto, o uso da tecnologia se torna um problema quando esse aumento das atividades do nosso dia a dia é intercalado com uma crescente onda de ataques cibernéticos. Diante disso, muito tem se falado a respeito do sequestro digital. 

Tal expressão se refere a um vírus – conhecido como “ransomware” – que infecta os bancos de dados e limita o acesso da empresa a rede de computadores, em que apenas será liberado o acesso das máquina por meio do pagamento de uma quantia solicitada pelo hacker. 

O primeiro ataque desse sequestro ocorreu na cidade de Miami – Flórida,  o alvo foi uma empresa que desenvolve programas de gerenciamento de informática e exigiram dela uma quantia de 70 milhões de dólares (cerca de 364 milhões de reais) pelo resgate. Rede de supermercado, filial de frigorífico, fornecedores de oleoduto e até mesmo hospitais já foram vítimas deste tipo de ataque.1   

 No cenário brasileiro temos a famosa LGPD (lei 13.709/2018) que exige uma proteção maior dos dados pessoais dos usuários pelas empresas. No entanto, ressalta-se que a mera invasão por terceiros não exime de afastar por completo a responsabilidade do agente.2 Isso ocorre pelo fato da lei, em seu artigo 47, inciso II, apontar que caso aquele que tenha domínio dos dados pessoais – no caso a empresa – agir com culpa (negligência, imprudência ou imperícia) perante a legislação em vigor poderá ser responsabilizado. Dessa forma, tendo o indivíduo dado “brechas” para o sequestro ele deverá arcar, ainda, com as sanções impostas pela lei. 

Outro fator que a pandemia veio nos mostrar é que um vírus se espalha rápido, sendo de extrema importância adotar medidas para conter o seu avanço. Penas com crimes mais severas já começaram a ser aplicadas para impedir o fortalecimento de tal prática. No entanto, o anonimato é um fator que dificulta a responsabilização do infrator. Trata-se de um crime a que todos nós estamos sujeitos a sermos vítimas, mas algumas atitudes de prevenção podem e devem ser adotadas.  

  1. Antes de acessar um link/ abrir uma mensagem no email se pergunte de onde veio aquela fonte (não clique em links desconhecidos); 
  1. Tenha um antivírus (de qualidade) instalado em seu computador; 
  1. Realize backup de seus arquivos. Isso é uma boa maneira de garantir o armazenamento dos seus dados; 
  1. Mantenha seus arquivos/softwares atualizados;  

Caso seja vítima desse crime não deixe de denunciar em uma delegacia de crimes cibernéticos, procure o quanto antes medidas preventivas, certifique que está em dia com a LGPD. A tecnologia é uma ótima ferramenta que tem ajudado a evitar a proliferação do novo coronavírus, garantindo o distanciamento social e mesmo assim nos aproximando de nosso trabalho, hobbies, amigos e familiares, não vamos encará-la como a vilã da história.  

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